Enquanto o discurso oficial fala em valorização da educação, a prática do governo petista vai no sentido oposto. As universidades federais do Rio Grande do Sul devem perder cerca de R$ 44,1 milhões no orçamento de 2026, um corte pesado que atinge o funcionamento básico das instituições e compromete ensino, pesquisa e permanência estudantil.
A maior afetada é a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que terá uma redução estimada de R$ 14,5 milhões, o equivalente a 7,24% do seu orçamento. A reitoria já alertou que os recursos atuais são insuficientes e que novos cortes colocam em risco despesas essenciais, como energia elétrica, bolsas de estudo, manutenção predial e apoio à pesquisa.
O problema se repete em todo o estado. A Universidade Federal de Santa Maria deve perder R$ 11,1 milhões, a Universidade Federal de Pelotas enfrenta um corte de R$ 6,4 milhões, a Universidade Federal do Rio Grande terá menos R$ 5,3 milhões, a Universidade Federal do Pampa perde R$ 4,1 milhões e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre deve ter redução de R$ 2,7 milhões. O Instituto Federal do Rio Grande do Sul também projeta queda de cerca de 7,21% no orçamento.
Curiosamente, falta dinheiro para manter luz acesa, pagar bolsas e garantir pesquisa, mas nunca falta recurso para pautas ideológicas, projetos de doutrinação e a velha política de compra de apoio via liberação seletiva de emendas. Para isso, o cofre sempre aparece cheio.
O corte nas universidades mostra, sem maquiagem, quais são as verdadeiras prioridades do governo. Educação de qualidade, formação técnica e produção científica ficam em segundo plano, enquanto o palanque ideológico segue sendo tratado como investimento essencial.
Corte de recursos do governo petista escancara abandono das universidades federais
Por J. Saraiva
| | 20 visualizações