Mobilização

Prefeitos de Carlos Barbosa, Garibaldi e Barão dizem não à coligação com MDB

Por J. Saraiva

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Prefeitos de Carlos Barbosa, Garibaldi e Barão dizem não à coligação com MDB
O MDB começa a colher o que plantou. Em reunião do Diretório Estadual do Progressistas, nesta terça-feira (20), prefeitos e lideranças do PP deixaram claro que o partido de Ulysses virou coisa do passado e, na prática, passou a ocupar o espaço da nova esquerda no Rio Grande do Sul.

Os prefeitos de Garibaldi, Sérgio Chesini, de Carlos Barbosa, Everson Kirch, e de Barão, Jéfferson Schuster Born, foram diretos ao votar contra qualquer coligação com o MDB, que lançou como pré-candidato ao governo o atual vice-governador Gabriel Souza. Para eles, o recado é simples: quem sustenta o governo Eduardo Leite escolheu um lado, e não é o da direita.

“O MDB hoje é um partido de esquerda. Basta ver sua postura e o apoio ao Governo Federal. Além disso, o governo Leite, do qual esse vice-governador faz parte, não ajudou em nada Garibaldi e ainda deixou nossa cidade fora de vários programas”, afirmou Alex Carniel, ex-prefeito de Garibaldi, presidente municipal do PP e membro do Diretório Estadual.

A votação foi um recado político sem rodeios. O deputado federal Covatti Filho foi indicado como pré-candidato ao Governo do Estado com 109 votos, o que representa 90,8% do total. Já a decisão por uma aliança de direita, com PL e Partido Novo, teve ainda mais força, com 107 votos, ou 89% do colégio eleitoral.

Pesquisa apresentada pelo Instituto Amostra escancarou o que a base já sente nas ruas. 74,4% das lideranças do PP defendem uma aliança à direita, enquanto 77% preferem uma composição competitiva, em vez de candidatura própria. Em outras palavras, a militância progressista não quer saber de acordão com partido que faz jogo duplo e posa de centro enquanto governa com a esquerda.

O recado dos prefeitos e da base é claro. Para o Progressistas, o MDB deixou de ser alternativa e passou a ser parte do problema. Quem flerta com Lula, sustenta Leite e tenta vender discurso de neutralidade vai ficando para trás, enquanto a direita se organiza para 2026 com lado definido, valores claros e sem fingimento político.

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