As emendas impositivas dos vereadores de Porto Alegre terão um incremento de 12,2% no próximo ano, conforme o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 que tramita na Câmara Municipal. O total reservado para as indicações dos parlamentares passa de R$ 58,7 milhões em 2025 para R$ 65,9 milhões, acompanhando o crescimento da arrecadação municipal e o caráter impositivo definido em lei.
Com a redução do número de cadeiras na Câmara de 36 para 35 vereadores, a cota individual também aumenta. Cada parlamentar poderá destinar R$ 1,88 milhão, o que representa alta de 15,4% em relação ao valor atual. Desde que o pagamento das emendas se tornou obrigatório, em 2020, o montante total cresceu 45,4%, acima da inflação acumulada no período (38,3%).
De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Cezar Schirmer, o reajuste decorre de uma previsão orçamentária mais realista e da expectativa de ampliação das receitas, que incluem R$ 714 milhões em financiamentos internacionais. Schirmer destaca que o valor é calculado automaticamente a partir da arrecadação e não sofre interferência direta do Executivo.
A presidente da Câmara, vereadora Comandante Nádia (PL), afirmou que as emendas em Porto Alegre não são utilizadas como instrumento de barganha política, ressaltando a autonomia dos vereadores na destinação dos recursos.
Metade do valor das emendas deve ser destinada obrigatoriamente à saúde. Cada vereador pode apresentar até 30 indicações, respeitando critérios técnicos e prazos estabelecidos pela Secretaria Municipal de Planejamento, que este ano elaborou um manual de 82 páginas para orientar as assessorias na correta formulação das propostas.
Verba de emendas parlamentares aumenta 12% e chega a R$ 66 milhões no orçamento de Porto Alegre para 2026
Por J. Saraiva
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