O cenário eleitoral no Rio Grande do Sul começa a ganhar contornos mais definidos, mas, na prática, o movimento mais consistente hoje é o que se estrutura em torno de Luciano Zucco. Enquanto adversários ainda negociam espaços e enfrentam indefinições, sua chapa avança com clareza, organização e identidade política bem definida.
A composição com Silvana Covatti na vice amplia a capilaridade no interior e fortalece a conexão com diferentes regiões do Estado. No Senado, Ubiratan Sanderson e Marcel van Hattem consolidam um time com voto, posicionamento firme e alinhamento ideológico, algo que hoje poucos conseguem apresentar com a mesma nitidez.
Do outro lado, a montagem de chapas se assemelha mais a um rearranjo político do que a um projeto claro. A articulação em torno de Gabriel Souza, embora estruturada, carrega alianças heterogêneas e dificuldade de gerar identificação com o eleitor.
O PSDB, por sua vez, opta por uma chapa pura com Marcelo Maranata e Betty Cirne Lima, priorizando marcar posição e preservar identidade, mesmo sem protagonismo real no cenário atual.
Já a tentativa de unificação entre PT e PDT segue sem tração. Edegar Pretto percorre o Interior, mas enfrenta dúvidas constantes sobre sua viabilidade. Ao mesmo tempo, Juliana Brizola mantém a pré-campanha isolada, dependente de uma composição que não se consolida. O resultado é um campo fragmentado, sem direção clara e distante de mobilizar o eleitorado.
O retrato do momento é direto. Enquanto muitos ainda discutem espaços e sobrevivência política, Zucco organiza um projeto. E eleição não costuma esperar quem demora a se decidir.
Zucco ganha corpo enquanto adversários perdem força
Por J. Saraiva
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