Assim que recebeu o alerta de que viaturas da Polícia Federal estavam diante da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Luciano Zucco (PL) entrou em movimento. Líder da oposição e uma das vozes mais firmes da direita no país, ele embarcou imediatamente para a capital federal para articular uma reação política robusta ao que classificou como uma perseguição sem precedentes.
Zucco tratou o episódio com a gravidade que o momento exige. Para ele, a prisão preventiva decretada contra Bolsonaro não tem nada de técnica ou jurídica; é fruto de uma escalada de vingança pessoal que ultrapassou todos os limites. Em suas palavras, trata-se de “uma maldade específica de um ministro, um projeto de vingança”.
Determinado a transformar indignação em ação, Zucco já iniciou tratativas com lideranças do Congresso. Ele cobra que o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, honrem os compromissos assumidos publicamente durante a pré-campanha: pautar a anistia. Para Zucco, a votação é urgente, necessária e inadiável diante do ambiente de hostilidade crescente contra a oposição.
A ida a Brasília também marca o alinhamento imediado com a família do ex-presidente, que busca articulação política para enfrentar a crise e pressionar por respostas institucionais.
No Congresso, o movimento para reagir ao episódio ganhou força. Além da cobrança pela anistia, parlamentares defendem medidas mais duras contra o STF, incluindo o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. O deputado Marcel van Hattem (Novo), pré-candidato ao Senado, reforçou o tom de alerta e convocou uma resposta contundente: “Passou da hora de uma reação firme do Congresso para frear os abusos e ilegalidades feitos contra a oposição a Lula e ao PT.”
Enquanto muitos ainda tentam compreender o impacto da prisão na cena política, Zucco já está na linha de frente. Sua postura firme e imediata confirma o papel que ele assumiu nos últimos anos: ser a voz que enfrenta, reage e não se cala diante da tentativa de criminalizar a direita no Brasil.
Zucco reage com firmeza à prisão de Bolsonaro e cobra ação imediata do Congresso
Por J. Saraiva
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