Coube ao chefe da Casa Civil, Artur Lemos, vestir a armadura e sair em defesa do governador Eduardo Leite após as vaias registradas em Rio Grande, durante agenda ao lado do presidente Lula.
Lemos tratou o episódio menos como sinal de desgaste político e mais como ataque à democracia.
Segundo o fiel defensor do chefe, não foi protesto, mas “grosseria travestida de virtude”. A leitura dele é que quando a militância se mobiliza para constranger, não estaria exercendo crítica, mas corroendo a democracia.
Um argumento conveniente para quem prefere enquadrar a vaia como problema de comportamento, não como sintoma político.
No roteiro da defesa, Lemos transformou o barulho da plateia em vilão para colocar o governo no papel de vítima institucional.
Artur Lemos corre para defender o chefe
Por J. Saraiva
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