A CPI dos Pedágios deve concentrar os principais debates da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em 2026, em um cenário marcado por ano eleitoral e pela ausência de projetos estruturantes de grande impacto na pauta do Parlamento. A comissão ganha protagonismo diante do avanço das concessões rodoviárias propostas pelo governo Eduardo Leite, que envolvem bilhões de reais em recursos públicos e a instalação de novos pedágios no modelo free flow.
O plano de trabalho da CPI prevê oitiva de órgãos como Tribunal de Contas do Estado, Agergs, Daer, EGR e BNDES, responsáveis por auditorias, fiscalização e modelagem dos contratos. O foco inicial está no bloco 2 de concessões, cujo leilão está marcado para março, além da posterior análise do bloco 1, que abrange rodovias da Região Metropolitana, Vale dos Sinos, Serra e Litoral Norte.
Mesmo com a previsão de mais de R$ 3 bilhões em recursos públicos, o governo mantém tarifas consideradas elevadas, o que tem gerado forte reação de prefeitos, lideranças regionais e usuários das rodovias. A CPI passa a ser o principal instrumento institucional para questionar valores, prazos contratuais e impactos econômicos do modelo adotado pelo Palácio Piratini.
Com a condução dos trabalhos sob responsabilidade do deputado Paparico, a comissão tende a dar o tom do debate político ao longo do ano, colocando o governo Leite na defensiva e ampliando a pressão por transparência, revisão de critérios e maior equilíbrio entre investimentos públicos e custo para o contribuinte.
CPI dos Pedágios deve pautar o ano eleitoral na Assembleia
Por J. Saraiva
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