Cada eleição é um convite a olhar bem para quem colocamos lá dentro. E a cada dia fica mais evidente que tem político tratando mandato como palco alternativo. O caso do deputado Renato Freitas (PT/PR), que resolveu se autoproclamar “maconheiro” na ExpoCannabis, é mais um alerta de que o voto precisa ser encarado com muito mais responsabilidade do que boa parte da classe política demonstra ter.
Depois de se envolver em briga de rua em Curitiba, Freitas reaparece prometendo criar uma associação para plantar maconha com ex-detentos, vendendo a ideia como reinserção social.
O discurso vem temperado com críticas à guerra às drogas, porém soa mais como tentativa de lacrar do que de legislar. Enquanto o Paraná precisa de soluções, segurança e trabalho sério, recebe performance ideológica que envergonha a Assembleia e reafirma a velha permissividade do PT com comportamentos que escapam da legalidade.
E Porto Alegre não está imune a esse surto de originalidade política. A vereadora Karen Santos (PSOL) afirmou em plenário que o tráfico é uma espécie de “indústria” composta por “trabalhadores megaexplorados”, defendendo inclusive que a paz social passaria por cobrar impostos do crime organizado. Na lógica apresentada, o tráfico deixaria de ser caso de polícia para virar questão de empreendedorismo tributável. Se isso não acende o alerta, nada mais acende.
É por isso que precisamos cuidar do nosso voto. Político ervoafetivo não entrega solução, entrega personagem. E o eleitor não pode aceitar ser figurante desse espetáculo. Voto é coisa séria.
Cuidado em quem você vota: deputado se declara maconheiro com orgulho e vereadora chama traficante de trabalhador explorado
Por J. Saraiva
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