O MDB gaúcho, que desde o início das articulações tratava o PP como peça central para a formação de uma aliança na chapa do vice-governador Gabriel Souza ao Piratini, ainda mantém expectativas em relação ao Progressistas, mas já trabalha com cenários alternativos.
Segundo o presidente estadual do partido, deputado Vilmar Zanchin, até o fim de março o quadro deve ficar mais claro, já que hoje ainda não é possível medir o efeito prático da disputa interna no PP.
Além do impasse com os progressistas, o MDB acompanha de perto duas variáveis consideradas decisivas: a definição do governador Eduardo Leite sobre permanecer no cargo ou deixar o governo para disputar a eleição, e o cenário nacional, especialmente quanto aos nomes que efetivamente enfrentarão o presidente Lula.
Nos bastidores, há avaliação de que Leite pode até tentar se apresentar como alternativa de centro na corrida presidencial, movimento que colocaria Gabriel no comando do Piratini e daria ao MDB gaúcho protagonismo também no plano nacional.
Zanchin afirma que o partido já conta com o apoio do PSD, mantém conversas com parte do PP e do Republicanos e trabalha para manter o PDT na base. Ao mesmo tempo, circula entre lideranças a avaliação de que, caso o PP confirme apoio a Zucco e rompa com o governo, haverá quem migre para o PSD para preservar espaço na coalizão governista.
MDB busca planos alternativos após decisão do PP
Por J. Saraiva
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